sábado, 28 de junho de 2008

O que é um final de semestre?




- Ai meu deus meu trabalho tem que ser entregue
- aiii to ficando louco, ou loca
- eu quero férias!!!

- Eu já terminei tudo ! - Malditaaaaa



Todo final de semestre é a mesma coisa, uns entregam antes, outros depois, mas quase todo mundoo fica louco.
É interessante que o final de semestre nos mostra traços de nosso ser que só aparecem em momentos de desespero (ultimamente comigo só quando meu time joga)
A gente apela de toda maneira:

- Faz plagio, como se toda a vida de estudante não fosse tentar explicar o que os outros falam, especialmente do jeito e com as palavras deles
implora desesperadamente para ser entregue depois do prazo
(- ai por favor, minha avozinha teve um pirapaque depois que soube que Agnaldo Timóteo gostava de homens e tive que acompanhar ela no hospital. O professor sabe como essas noticias abalam a gente. Juro que entrego na segunda feira)

-Tem também os que ficam doente e não tem jeito de melhorar e na verdade até torcem pra não melhorar tão cedo pq a hora q conseguirem sair da cama o bicho vai pegar

- Tem os que acham tão tão mas tão idiota o trabalho que acabam avacalhando e o professor avacalha mais ainda dando uma nota pra algo que não tem nada haver

-Obviamente essa é a vida medonha dos que obedecem. E se formos ver bem, tem tudo haver com um estado de sítio. Você mente pra não ser degolado, você se finge de morto pra não ir lutar, ou vc tem que ir lutar e não luta direito mais ou menos.
Finais de semestre nos colocam com o inesperado ruim da nossa vida e vemos como somos tão frágeis com certas obrigações. Fragilidade que pode vir da nossa (e principalmente minha) falta de vontade ou de coisas idiotas que pessoas responsáveis por nós (leia-se professores) nos exigem.

E o interessante é que são nesses momentos que nossa irresponsabilidade atinge níveis idiotas.
- Sim Sim, eu sei que tenho que fazer o trabalho da professora Pedregunda, mas logo hoje que vai reprisar aquela camera escondida em que o Ivo Holanda* ressuscita no meio do velório, preciso ver. Só não sei que horas vai passar, tenho que acompanhar o programa do SIlvio inteiro; É sim, por 5 horas.
Vontade de grávida é fichinha perto de vontades de final de semestre.
E aquilo tem um prazer
indescritível aliado com uma dor no coração proporcionada pela maldita responsabilidade.



E no final você entrega tudo, lindo e bonito, todo formatadinho, feito um bebê q
ue saiu de seu ventre, cara de joelho, mas vc acha ele lindo, esse é o seu último trabalho fodão do semestre. Obviamente que o professor fará o ttrabalho de vizinha fofoqueira , te dará nota baixa e falará que seu nenemzinho tem cara de joelho, nariz de porco e puxou a sua feiura. Mas isso é um mero detalhe, desde que você consiga passar e passe por mais um semestre em que o mais importante é ver o Ivo Holanda do que entregar o portfolio da Dona Pedregunda.
E cuidado com a Dona Pedregunda, pois ela tem o costume de pedir pras crianças se a mãe delas não tem chinelo em casa.

A Causa da internação de Vovó. Ela não chorava tanto desde a vez em que escutou Duduco e Agnaldo Timóteo cantando Mamãe, Mamãe na Praça 15:



* Embora pouco conhecido internacionalmente. Ivo Holanda constitui-se para a minha geração de semi-adultos um dos maiores educadores de nossa época. Talvez um dos maiores do Brasil depois de Paulo Freire (este com mais reconhecimento internacional). Teorias como a do UM-papapa, DOIS-papapa, Três-papap (e aí vai) se tornaram clássicos. Assim como comentários sobre o mesmo como: Mah ai aiai hihi, o Ivo Holanda gosta de apanhar. Se tornaram grande referencias pedagógicas e de educação crianças, influenciando principalmente a teoria do chinelo da professora Pedregunda e de tantos outros professores de matemática que hoje negociam mão de obra infantil com times de futebol

quarta-feira, 25 de junho de 2008

De madrugada com Deleuze


Como isso só serve pra eu ler no futuro tá ótimo

Ler Deleuze é uma experiência ótima, ainda mais em contextos diferentes, você perceberá diferentes coisas, em diferentes momentos etc etc... apesar de não ser simples e pretender ser conciso (coisa que ele não é) o texto dele permite uma viagem tão, tão grande, que você é capaz de fazer inúmeras criações a partir do que estava escrito, portanto está aberto.
O legal é que ele tem "servido" para várias coisas para mim, e qualquer lembrança dele, às 8 da manhã, ou as 5 da madrugada, ou sofrendo com o timão ou vendo o programa do tio Silvio, já está sendo possível.

O fato é que um devir dorminhoco me assola nesse momento, onde juntamente com obrigações de uma formação de realidade molar, fazem que neste momento eu queria esgoelar este senhor fazer que jaz em um caixão em Viscenes.

Como às 5 da manhão vou organizar uma idéia decente deste cara para apresentar para duas pessoas diferentes logo e mais. Como juntar tudo isso em uma forma mais metodológica e menos artisticas (justamente o oposto de um desejo deleuziano de minha pessoa).

Sei que um devir sonolento é ótimo para minha pessoa no momento de interpretar o referido senhor. Obviamente que devires não são somente bons, como por exemplo o devir-animal da minha cadela que passou mal agora e o devir sonolento da veterinária que atendeu o telefone as 4 da madrugada.

E como eu estou meio sozinho nessa cartografia deleuziana, tenho mais possibilidade de ser inventivo sobre as idéias do cara, sem a rigidez molar, que os chatos chamam de rigor cientifico ou metodologia. Por outro lado posso estar escrevendo muita merda, inclusive o que eu escrevi a pouco sobre a Mafaldinha, inclusive por ser 5 da manhã e eu como um bochechudo rapaz hiperativo venho escrever nesse blog que nunca escrevo, sobre uma coisa que ninguém, apenas como pretexto para falar da minha cadela.


Devido às suas fortes posições políticas, Mafalda vê pensadores como Deleuze com muito desdém.