Pouco interessa hoje do que eu discordo. A parada é que quero escrever esse trabalho criticando o que ela disse nas aulas e apresentou nos textos,
mas falta coragem, até porque disso dependerá minha aprovação ou não, preciso provar que li os textos (até li) e entendi (aff... também). No entando, está faltando-me coragem para como diriam no interior, descer a lenha.
Realmente é uma parada complicando. Falando (ou escrevendo) em parada, a referida maestra, criticou as pessoas que não conhecem bem a nossa língua e ficam falando demais palavras como coisa, parada, aquilo, breguese e etc. Isso seria sinônimo de falta de sinônimo e de baixo
repertório de palavras, e que quanto mais palavras soubessemos e pudessemos usar, misturando e etc, isso seria sinal de desenvolvimento de cultura, logo do cérebro e blá, blá,blá. Então, como aula é um lugar de pérolas, ela criticando o ensino como todo mundo critica, falou que no fim deu no que deu "elegeram um presidente que nem sabe falar direito".
Falando no presidente que não sabe falar direito, mas que fez muita coisa do que aquele que não só falava direito, e até escrevia livros dizendo que o ideal para o Brasil não era ser direito, nem direto, mas sim dependente. Lembro-me que o atual presidente, anda bem pouco corojoso, assim como estou nesse momento, com vontade de falar mal das teorias da querida professora, mas sem a coragem (não me veio nenhum sinônimo na cabeça, por isso, repito a palavra, deve ser falta de cultura). O presidente que tem medo, não quer enfrentar o Dantas, por outros motivos que não interessam hj também, logo tenho mais coisa a ver com o Lula, do que torcer para o mesmo time, e ainda acreditar que o PT não está acabado. A Coisa
No entanto, hoje, nestes encontros, que vou chamar de culturais, mas que na realidade tem intenções terapeuticas, foi indicado a mim abandonar um pouco essa vontade de mudar as coisas, de resolver o que está errado, yada, yada, yada e cuide mais de si. Mas sabemos também (ou eu sei, sei lá) que a classe
média (arghhh
) gosta de reclamar que nada nesse país muda (inclusive ela mesma, pois continuam a sonegar imposto, a comprar a Veja e acreditar no Jornal Nacional), e falta coragem. As pessoas também admiram pessoas com coragem, lêem a biografia deles, tomam como exemplos de vida, e mais, deixam de lado tudo o que a pessoa pensa, para admirar pela coragem, vide como gostam da Heloísa Helena, mas na real não importam muito com o que ela fala.
Ela, Kajuru, ou sei lá quem que tem biografi
as muito lidas, acho que o Mandela, a Hilary Clinton, enfim, são admirados por terem coragem. Porém, se você vê algo errado deve ficar quietinho, para não se prejudicar. Tem certa razão, pq falar um pouco mais no Brasil dá problema, especialmente qdo vc quer desafiar o que está errado, todo mundo sabe que está errado, mas ninguém quer enfrentar.
Já me dei muito mal por "abrir a boca" em situações públicas (porque em privadas, enfim, vão para a privada mesmo), e óbvio que valeu a pena. Hoje penso um pouco mais no que vou falar, até pensando em táticas e ténicas para conseguir o que acho que deve ser o correto, e claro, como qualquer outro maria-vai-com-as-outras (que sou c0m orgulho), levo algum daqueles cuidados pós-modernos sobre relativização da verdade e blá blá blá na hora de "lutar" pelo que acredito ser o certo. Mas isso não faz de mim uma pessoa corajosa.
Admito, tenho medo até de atravessar a rua, por isso sempre atravesso correndo. Mas pelo menos eu sei a importância de "abrir a boca" e não fico recomendado a torto e a direito para "não mudarem o mundo". Só que não recomendo suícidios igualmente.
Agora, basta saber, na minha madrugada, se encaro o Piaget e a professora que pode perfeutamente me reprovar, ou se continuo sofrendo fazendo o que ela quer...

TEREMOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS.......
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